Dr. Furlan, do PSD, é eleito governador do Amapá

Dr. Furlan (PSD) foi eleito governador do Amapá no primeiro turno, em 4 de outubro de 2026. Segundo a reportagem de referência, a apuração chegou a 100% das urnas.

O ex-prefeito de Macapá derrotou o governador Clécio Luís (União Brasil), que tinha o apoio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). A disputa estadual ocorreu no mesmo ano da eleição presidencial.

A vitória envolve também a composição da chapa de Dr. Furlan, que tem como vice a ex-deputada estadual Luciana Gurgel (PL). O novo mandato no Amapá será de quatro anos, até 2030.

Dr. Furlan governador do Amapá

A reportagem aborda ainda a trajetória política de Furlan, as propostas para o estado e a contestação de sua candidatura no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O resultado mantém o governo amapaense sob o comando de um partido de centro-direita.

Resultado da eleição e alianças da chapa de Dr. Furlan

Com 62,75% dos votos válidos, Dr. Furlan superou Clécio Luís, que obteve 36,97%. Carlos Cley, do PSTU, ficou com 0,13%; Delegado Marcos, do DC, teve 0,08%; e Jairo Palheta, do PCO, recebeu 0,07%.

A vitória que fez de Dr. Furlan governador do Amapá ocorreu com apoio do PL, partido que indicou a vice da chapa, e do Novo. O Novo também apoiou a candidatura de Rayssa Furlan, esposa do eleito, ao Senado, enquanto ela concorreu pelo Podemos.

Na disputa pela Presidência da República, Dr. Furlan manteve neutralidade. O PSD integra uma coligação com Podemos, Novo e PL; entre essas siglas, Podemos não tinha candidato presidencial próprio, enquanto Novo, PL e PSD estavam associados às candidaturas de Romeu Zema, Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado, respectivamente.

Trajetória política, investigação e propostas para o Amapá

Médico de formação, Dr. Furlan se consolidou como liderança política no estado após ser reeleito prefeito de Macapá em 2024, com mais de 85% dos votos. A avaliação atribuída ao eleitorado era de que ele tinha perfil de gestor eficiente e pragmático, com apelo popular na capital.

Em março de 2026, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), afastou Furlan e o vice-prefeito Mario Neto da Prefeitura de Macapá por 60 dias. A medida ocorreu em uma investigação sobre suspeita de desvio de recursos de emendas parlamentares destinados à construção do Hospital Municipal de Macapá; depois do afastamento, Furlan renunciou para cumprir o prazo de desincompatibilização e disputar o governo estadual.

A candidatura também foi contestada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE): menos de uma semana antes do primeiro turno, o ministro Dias Toffoli votou pela impugnação. O ministro André Mendonça pediu vista, suspendendo a análise por 30 dias; Furlan negou irregularidades e afirmou que as investigações tinham motivação política para prejudicar sua campanha.

As propostas apresentadas para o Amapá incluem, na saúde, uma fila única digital para consultas, exames e cirurgias, além da ampliação da telemedicina. Para a educação, o plano prevê melhorias nas escolas, conectividade, formação de professores e expansão do ensino técnico.

Clécio Luís: apoios, pesquisas e questionamentos eleitorais

Clécio Luís contou com o apoio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, seu colega de União Brasil, e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, a quem o governador também declarou apoio. Ainda assim, os percentuais registrados nas pesquisas não o levaram a alcançar Dr. Furlan.

Em março de 2026, levantamento do Paraná Pesquisas apontava Clécio com 25,3% das intenções de voto; em setembro, pesquisa do Real Time Big Data indicou 39%. No levantamento da Quaest divulgado em 24 de setembro, Dr. Furlan aparecia com 53%, enquanto pesquisa do Paraná Pesquisas publicada em 28 de setembro registrava 55% para ele.

A pesquisa da Quaest de 24 de setembro também apontou que 37% dos amapaenses desaprovavam a gestão de Clécio e 20% avaliavam o governo como negativo. Além disso, 51% consideravam que ele não merecia ser reeleito; saúde, desemprego, infraestrutura, corrupção, violência e educação foram citados entre os principais problemas do estado.

Em julho, o Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP) condenou Clécio ao pagamento de R$ 25 mil por propaganda eleitoral antecipada. Segundo a decisão, publicações em redes sociais associavam a imagem do candidato a obras e ações do governo; o tribunal também determinou a retirada definitiva dos conteúdos do Instagram, Facebook e TikTok e proibiu sua republicação, impulsionamento ou divulgação.